Dubai AI Chef serve ‘Dinosaur Tartare’ em espetáculo de holograma

DUBAI, 30 de novembro de 2025– No Woohoo, um novo restaurante no cenário gastronômico tecnológico de Dubai, um sistema de inteligência artificial chamado Chef Aiman ​​assumiu o centro das atenções, gerando menus que fundem a gastronomia molecular com toques futuristas como o “tártaro de dinossauro” – um prato de carne crua que imita répteis extintos através de mapeamento de DNA.

O conceito cativou os primeiros visitantes com suas exibições holográficas e pratos pulsantes, mas atraiu duras críticas de chefs tradicionais que argumentam que as máquinas não conseguem replicar a essência humana da culinária.

O Chef Aiman, treinado em milhares de receitas e anos de dados culinários, cria pratos e afina sabores por meio de interações de voz com a equipe humana. O chef turco Serhat Karanfil cuida da preparação, ajustando as receitas conforme necessário.

"Se eu provar, por exemplo, e estiver muito picante, falo novamente com o chef Aiman. Depois de discutirmos, encontramos o equilíbrio certo", disse Karanfil.

O exclusivo tártaro de dinossauro, que custa cerca de 50 euros (US$ 58), chega em um prato projetado para simular a respiração, misturando carnes cruas para evocar sabores pré-históricos.

O cliente Efe Urgunlu chamou de “uma surpresa total” e “tão deliciosa”. Outro restaurante, Dio, ficou atraído pela novidade: “É um conceito tão criativo, então pensei que deveria experimentá-lo sozinho”.

O cofundador Ahmet Oytun Cakir vê um vasto potencial. “A IA criará pratos melhores do que os humanos no futuro”, disse ele, imaginando o Chef Aiman ​​como “o próximo Gordon Ramsay – mas IA”.

O mainframe cilíndrico do restaurante gera animações holográficas e efeitos de fumaça, alinhando-se com a adoção da inovação por Dubai – a cidade tem até um ministro dedicado à IA.

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Nem todas as reações são brilhantes. O chef Mohamad Orfali, nascido na Síria e com estrela Michelin, cujo Orfali Bros ganhou uma estrela no guia de Dubai de 2022, rejeitou a ideia completamente.

"Não existe chef de IA. Não acredito nisso", disse ele. Orfali limita a IA a tarefas administrativas como agendamento, enfatizando que cozinhar requer “nafas” – alma ou respiração. “A inteligência artificial carece de sentimentos e memórias; em suma, não tem nafas… Ela não pode imbuí-los na comida.”

O cenário gastronômico de Dubai, que abrange postos avançados da Michelin e barracas de rua, prospera na extravagância. O Instagram do Woohoo, onde o avatar do Chef Aiman ​​compartilha dicas, ampliou o burburinho.

À medida que as ferramentas de IA se infiltram nas cozinhas globais, a Woohoo testa a fronteira entre inovação e autenticidade – uma divisão que pode aumentar à medida que os algoritmos desafiam as tradições culinárias.

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